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Cuidado Home Care e os desafios para prevenir quedas

A EXCELÊNCIA NO CUIDADO HOME CARE E OS DESAFIOS PARA PREVENIR QUEDAS 

O Brasil está se transformando em um país cuja a população é formada por mais de 13,5% de idosos, o que representa mais de 28 milhões. A estimativa do IBGE é que em 2040, esse número seja o dobro do atual, mais de 57 milhões de idosos. Vale ressaltar que essa mudança demográfica é uma crescente em outros países também. De olho nesses números, o Grupo Vidas tem uma grande preocupação com a saúde global dos pacientes acima dos 60 anos. Porém, como a prevenção é uma das prioridades do Grupo, os procedimentos para o atendimento domiciliar estão alinhados com uma das seis metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde, que é proporcionar um ambiente seguro para garantir a movimentação de uma forma eficiente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a incidência de quedas por faixa etária é de 28% a 35% nos idosos com mais de 65 anos e 32% a 42% naqueles com mais de 75 anos. Aproximadamente 40% a 60% destes episódios levam a algum tipo de lesão, sendo 30% a 50% de menor gravidade, 5% a 6% injúrias mais graves (não incluindo fraturas) e 5% de fraturas.

Segundo o Caderno de Atenção Domiciliar, elaborado pelo Ministério da Saúde (2012), os riscos de quedas no idoso estão relacionados a fatores multicausais, vinculados tanto ao indivíduo como ao ambiente físico. Entre os fatores vinculados ao paciente destacam-se: idade avançada, principalmente idade acima de 85 anos, história recente de queda, redução da mobilidade, incontinência urinária, hipotensão postural, síndrome da imobilidade, déficits sensoriais, cognição, doenças crônicas, uso excessivo de medicamentos, principalmente as medicações para distúrbios do sono, neurológicos e problemas de equilíbrio, que aumentam sobremaneira o risco de quedas. Com relação ao ambiente físico, podem ser citados: pisos desnivelados e escorregadios, objetos largados no chão, altura inadequada da cama, tapetes de qualquer espécie, falta de iluminação adequada do ambiente e disposição dos móveis que dificultem a locomoção.

As quedas podem representar doenças musculares, ósseas e neurológicas. “Essas patologias podem levar a fraqueza e ocasionar a queda. As mais comuns são as  fraturas vertebrais, em fêmur, úmero, rádio distal e costelas. Mas vale o alerta, já que as quedas são conhecidas como eventos sentinelas, onde outras doenças podem estar relacionadas e, nesses casos, a avaliação da equipe multidisciplinar é fundamental”, ressalta Dr. Flávio Morisco, gerente médico da unidade Campinas da Vidas Home Care.

Para evitar esse tipo de acidente, os hospitais seguem diversos padrões de segurança que garantem o conforto e a estabilidade do paciente. Após a alta hospitalar, esse cuidado é essencial para que o paciente tenha a sua integridade física preservada. “A avaliação dos riscos de quedas que a nossa equipe realiza é primordial, destinada a pacientes com idade igual ou superior a 65 anos e feita por meio da Escala de Quedas de Morse (EQM), no momento da implantação em Atenção Domiciliar, quando existe alteração da condição clínica do paciente ou na evidência de uma queda”, afirma Roberto Corrêa Leite, gerente de qualidade e segurança assistencial do Grupo Vidas.

Roberto explica que se o paciente atingir o score de 45 pontos ou mais ele é classificado com alto risco de queda. A orientação é realizada por meio do Manual de Prevenção de Quedas e envolve a participação do paciente, familiares e cuidadores, objetivando prevenir e reduzir a ocorrência de quedas  e o dano dela decorrente. Em um estudo realizado por Ferretti, Lunardi e Bruschi (2013), com 389 idosos, concluiu que o local de maior ocorrência de quedas foi o banheiro (24,94%), seguido da cozinha (18,25%). Assim, a ocorrência de quedas dentro do domicílio constitui-se em um grave problema, seja pelo número de lesões e impacto que gera na saúde do idoso ou pela necessidade de se pensar estratégias para prevenir esse evento em domicílio e no contexto de vida desse idoso.

“Nossa equipe está apta para orientar sobre a implementação de medidas que garantam o cuidado multiprofissional, um ambiente seguro e o estabelecimento de planos de ação. Feita a sensibilização preliminar da família quanto ao risco e possíveis consequências da queda, recomenda-se o uso de faixas adesivas antiderrapantes em locais propícios a quedas e a utilização de barras de apoio, no banheiro, próximo ao vaso sanitário, pia, dentro do box, corredores, cozinha e em acessos a áreas externas da casa e assim como corrimão, quando houver escadas”, finaliza Roberto. 

Referência Ferretti F, Lunardi D, Bruschi L. Causas e consequências de quedas em idosos no domicílio. Fisioter. Mov, Curitiba, v. 26, n. 4, p. 753-762, 2013.
 
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